quinta-feira, 28 de março de 2013

"Poesias são borboletas da alma; tesouros da ausência; relicários da loucura." (BAR)





Canto amargo


Eu quero o canto doce e amargo
De um amor humano que nada espera
Nem lindo verão nem linda primavera
P’ra este instante é que eu o aguardo

Se por ventura a alma me inunde docemente
Com promessas sonoras de eternidade
Terei apenas a certeza de que mente
Como os amantes que só dizem a verdade

Se relutante inda em minh’alma permanecer
Silenciarei meu coração por toda a vida
Nem mais um verso haverei de escrever

E tendo então a alma um canto de despedida
Quando chegar-me a hora de morrer
Direi do amor só conheci a dor maldita

(BAR)





Confissão

Se me amas como dizes realmente
Confessa-mo no silêncio de teu coração
P’ra que só eu saiba desta confissão
E possa então dormir alegremente

(BAR)





Contradição

Se me amas com a mesma veemência
Com que me declaras tua dor
Então me dizes por que tão funda carência
Se a ti dedico todo o meu amor?

(BAR)